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» Balonismo Brasil » A Escola » Um Pouco de História Um Pouco de HistóriaInvenção do Balão A
descoberta dos famosos desenhos no planalto de Nazca e um vaso de barro
com desenho de um balão exposto no Museu de Lima, levam a crer que o
primeiro balão de ar quente pode ter sido construído a mais de 2.000
anos, pelos índios Nazca. A imagem gravada poderia simplesmente
significar a fantasia de algum artista, se não fosse a existência, nos
platôs dos Andes peruanos, de vários desenhos feitos com pedra,
sinalizações semelhantes às usadas em pistas de pouso, e grafismos que
só são perceptíveis se vistos de cima, por alguém que esteteja voando.
Que motivo teria uma civilização para empreender complexas obras de
engenharia sem aprente utilidade e sem possibilidade de serem vistas
por eles mesmos? Erik von Daniken, autor do célebre livro "Eram os Deuses Astronautas?", apostava na ufologia e creditava aquelas obras às civilizações extra terrestres. Contudo, em 1975, um grupo da international Explorers Society, conseguiu construir o Condor I, baseado no desenho impresso no vaso guardado no museu de Lima, um balão feito apenas com produtos existentes e técnicas conhecidas na época. O balão foi impermeabilizado com fumaça e chegou a voar mais de 100m de altura com dois tripulantes e depois quase 600m sem tripulantes. Deste modo, lançou-se uma hipótese: talvez, ao invés dos deuses, eram os Nazca astronautas, pois tudo faz crer que os índios Nazca foram os primeiros a contruírem um balão de ar quente.
E foi de um brasileiro a primeira tentativa de voar. Em 1709 o Padre Bartolomeu de Gusmão apresentou seu engenho, denominado de Passarola, à Corte do rei D. João V. Na primeira tentativa, o balão incendiou-se no Palácio Real, gerando verdadeiro pânico. Na segunda, o balão conseguira subir quatro metros, quando foi destruído por dois guardas, receosos que o padre voador provocasse outro acidente. Acusado de feitiçaria, o infeliz inventor foi perseguido e a experiência ignorada. Entretanto, o verdadeiro nascimento do balonismo ocorreu quando os
irmãos franceses Etiene e Joseph Montgofier, fabricantes de papel,
procuravam novas aplicações para o seu produto. Iniciaram, então a
construção de uma balão, cujo o primeiro teste, realizado em 05 de
junho de 1783, foi permitido pelo rei desde que os primeiros
passageiros fossem um carneiro, um galo e um gato, afim de evitar risco
humanos. O sucesso do teste motivou a autorização real para a
realização de outro vôo, tendo como tripulantes o físico Jean François
Pilâtre de Rozier e o capitão do Exército Marques François Dárlandes.
No dia 21 de novembro de 1783, com a presença do rei Luiz XVI e da
rainha Maria Antonieta, cerca de 400.000 pessoas, a quase totalidade da
população de Paris na época, se reuniram no "Bois de Boulogne", em
torno de uma grande fogueira de palha e lã que iria inflar o balão. A
multidão extasiada acompanhou, durante 25 minutos, os dois primeiros
homens voadores da história.
Poucos dias depois, em 1.º de dezembro de 1783, o francês J.A. Charles realizava o primeiro vôo livre na Charliére, um balão impulsionado por um gás recentemente descoberto, sete vezes mais leve que o ar - o hidrogênio. Com o Professor Robert como passageiro, saindo do Jardim da , o Balão voou mais de 40 km por duas horas e meia, atingindo uma altura de 270m. Após o desembarque de seu passageiro, J.A. Charles ainda conseguiu elevar-se à altura de 2.700m. Desse modo, embora apresentando alto risco por ser um gás altamente inflamável, o hidrogênio continuou sendo usado durante mais de 160 anos. Só a partir de 1960 , quando aperfeiçoamentos técnicos afastaram o risco de incêndio, retornou-se ao uso do ar quente nos balões, por isso, voar neles tornou-se um passeio divertido e seguro. A Utilização dos Primeiros Balões Desde
muito tempo, descobriu-se que os balões poderiam prestar bons serviços
à espionagem nas guerras. Napoleão Bonaparte usava-os para observar as
movimentações na retaguarda do inimigo e estudar o terreno da batalha;
para tanto, criou o primeiro Corpo Militar de Balões. Durante a Guerra
Civil Americana (1867 - 69), ambos os lados utilizaram balões
ancorados, como postos de observação. Também, na Guerra do Paraguai, o
Brasil aproveitou os balões para observação militar.Os balões foram também o berço de outras atividades mais nobres do que as guerras. O fotógrafo Félix Nadar, em 1858, tirou a primeira fotografia aérea da cidade de Paris, onde tudo havia começado. A partir daquele negativo, nascia a aerofotografia. Dos balões, geógrafos, zoólogos, meteriologistas e exploradores mapearam o mundo. Os balões acelerariam as comunicações e formariam o embrião do Correio Aéreo. Antes das mensagens rápidas entrarem no nosso cotidiano, e por causa delas, um francês e um norte-americano quase morreram no Canal da Mancha. Em 1785, após a experiência vitoriosa dos irmãos Montgolfier, Jean-Pierre Blachard, com vários balões já fabricados, tencionava realizar a travessia do Canal da Mancha, levando uma mensagem da França para Inglaterra. Juntamente com um patrocinador norte-americano embarcou para a temerária viagem; quase no final, o balão começou a perder altitude. Desesperados, ambos se livraram de quase todas as roupas e demais acessórios, inclusive do desprezível peso da primeira carta aérea. Assim, os dois fizeram a travessia inaugural, chegando sãos e salvos, mas quase nus. A mensagem ficou no mar, mas o correio aéreo se tornara realidade. Como se vê, os balões foram usados para diversos fins. O capitão do exército americano Hawthorme C. Gray, durante estudos da atmosfera, em 1927, chegou a 12.740 m, mas em seu segundo vôo, infelizmente aterrizou morto. Na sétima corrida Gordon Bennet, em 1912, um balão cobriu 2.190 km, voando de Stutgart, na Alemanha, até próximo a Moscou, na Rússia.O explorador polar Amundsen, depois de conquistar o Pólo Sul, esteve na primeira travessia do Pólo Norte, em 1926. Dois anos depois, entusiasmado com a experiência, repetiu pela última vez a viagem, pois foi vítima de um acidente de aterrissagem. Por isso, os balões modernos possuem pára-quedas interno que, quando acionado, abre um tampão no alto, por onde o ar quente escapa; assim o balão perde altura com relativa lentidão e a aterrissagem se faz com mínimo impacto. |
